6 de jul de 2011

Deus, o Homem e o Pecado




O Antigo Testamento é composto de 39 livros. São revelações inspiradas por Deus, começando com a história da Criação do universo e terminando aproximadamente 400 anos antes do nascimento de Jesus. Estes livros servem para nos ensinar muitas coisas importantes, especialmente sobre Deus, o homem, e o nosso maior problema, o pecado.


No Princípio, ... Deus

Deus é a primeira personagem no relato bíblico (Gênesis 1:1). Ele se apresenta em relação à criação. Deus é a origem de todas as coisas (Gênesis 1:1,31; 2:4). “Porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há” (Êxodo 20:11a). Obviamente, nenhum homem estava presente para observar o processo da criação. Muitos tropeçam neste ponto inicial da palavra de Deus, procurando maneiras de reconciliar a fé nas suas interpretações de evidências científicas com o relato bíblico. Nenhuma explicação das origens do universo pode ser testada num laboratório científico. “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem” (Hebreus 11:3). Cada pessoa precisa avaliar honestamente a evidência do Criador, porque a existência dele serve de base para nossa responsabilidade. Deus se manifestou na criação, e nós, diante destas evidências, somos indesculpáveis (Romanos 1:19-20). O Criador é o Senhor da sua criação (Atos 17:24).

Criou Deus ... o Homem à Sua Imagem

O homem foi feito diferente das outras criaturas terrestres (Gênesis 1:27-28). Ele foi criado semelhante a Deus, com a capacidade de raciocinar, amar e tomar decisões morais. Deus colocou o homem numa posição especial, acima das outras criaturas terrestres (Gênesis 1:28-30), abaixo dos anjos (Hebreus 2:7) e sujeito a Deus (Gênesis 2:15-17).

Deus Queria um Relacionamento Especial com os Homens

Desde o princípio, um fato fundamental tem governado a relação do homem com Deus: o homem que faz bem será aceito por Deus (Gênesis 4:7). Alguns homens faziam bem, e andavam em comunhão com Deus. Enoque andou com Deus e foi poupado do sofrimento da morte (Gênesis 5:22-24). Noé andou com Deus e foi poupado do dilúvio que destruiu os homens maus (Gênesis 6:9). Abraão se mostrou fiel, e foi escolhido por Deus para ser o pai de uma nação especial (Gênesis 12:1-3). Deus separou os descendentes de Abraão e lhes deu instruções especiais para que fosse um povo santo (Levítico 11:44-45). Esta relação especial dependia da obediência do povo. “O Senhor te constituirá para si em povo santo, como te tem jurado, quando guardares os mandamentos do Senhor, teu Deus, e andares nos seus caminhos” (Deuteronômio 28:9).
Davi bem expressou a base da comunhão entre Deus e o homem: “A intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança” (Salmo 25:14).

O Pecado Criou uma Barreira

O pecado do homem o separa de Deus. Quando o primeiro casal pecou, foi expulso do jardim, onde Deus andava (Gênesis 3:23; 2:17; 3:8). Isaías viu este problema em relação ao povo de Israel: “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Isaías 59:1-2).

O Pecado, a Morte e o Sangue

O pecado traz a morte: “porque o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Junto com este fato, devemos compreender o papel do sangue na remissão dos pecados. Quando Deus deu permissão para os homens comerem a carne de animais, ele não lhes deu o sangue como alimento. Ele disse: “Carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis” (Gênesis 9:4). O sangue está ligado à vida, e o derramamento de sangue está ligado à morte e, por isso, ao pecado.
O pecado traz o derramamento de sangue. Quando Adão e Eva pecaram, Deus matou animais para “cobrir” a vergonha do casal culpado (Gênesis 3:21). Na época dos patriarcas, os servos de Deus faziam sacrifícios de animais pelo pecado (Jó 1:5; 42:8). Sob a lei dada ao povo no monte Sinai, os israelitas faziam sacrifícios que incluíam o derramamento de sangue (Levítico 6:30; etc.). Os sacrifícios do Antigo Testamento foram necessários, porém ineficazes (Hebreus 10:3-4). O sangue de animais não foi suficiente para perdoar os pecados dos homens.
O Antigo Testamento diagnosticou o problema – o pecado – mas não trouxe o remédio. Qualquer pessoa doente que procura a ajuda de um médico quer duas coisas:  o diagnóstico e o remédio. O Velho Testamento só responde à primeira necessidade, mostrando claramente o problema do pecado. Paulo disse: “Ora, sabemos que tudo o que a lei diz aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus.... pela lei vem o pleno conhecimento do pecado” (Romanos 3:19-20).
A segunda necessidade, o remédio, encontra-se na Nova Aliança que nos fala sobre o sangue de Jesus Cristo. “Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que, mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos que crêem” (Gálatas 3:22; cf. Hebreus 9:28).

A Importância da Obediência

Um tema importante no Novo Testamento é o valor dos exemplos do Velho Testamento para o desenvolvimento da nossa fé. Abraão demonstrou a fé pelas obras de obediência (Tiago 2:21-24). Por outro lado, Paulo avisou do perigo de seguir os maus exemplos de desobediência no Antigo Testamento (1 Coríntios 10:6-12). Estes exemplos são de grande valor para nós, porque a obediência no Novo Testamento se torna até mais importante do que naquela época (Hebreus 2:1-3; 10:28-29).
Pelo estudo do Antigo Testamento, aprendemos lições importantes sobre a obediência. Entre elas:
 Fazer o que Deus não ordenou traz a morte. Quando Nadabe e Abiú entraram no tabernáculo com fogo que Deus não autorizou, ele matou os dois (Levítico 10:1-2). Quando Uzá estendeu a mão para segurar a arca da aliança, um ato que Deus não autorizou, ele foi morto na hora (1 Crônicas 13:9-10). Davi e os outros só compreenderam o erro quando fizeram o que deveriam ter feito antes – buscar a vontade de Deus na Palavra (1 Crônicas 15:13).
Precisamos da permissão de Deus para nós, não somente para outras pessoas em outras situações. Duas vezes, Deus autorizou que levantassem censo para contar o povo dele (Números 1:2; 26:2). Em outra ocasião, Davi decidiu fazer um censo (2 Samuel 24; 1 Crônicas 21). Mas Deus não autorizou que Davi levantasse o censo. A conseqüência foi desastrosa. 70.000 homens morreram por causa deste ato não autorizado (1 Crônicas 21:14). Hoje, muitas pessoas buscam, na palavra revelada aos israelitas no Antigo Testamento, uma base para suas doutrinas e obras. Tentar se justificar com instruções dadas a outros povos em outras épocas pode ser desastroso!
ƒ Obedecer, mesmo quando as ordens de Deus não fazem sentido, traz as bênçãos prometidas. Josué olhava para Jericó quando Deus falou para ele da tática para conquistar esta cidade fortificada (Josué 5:13 - 6:5). A estratégia – rodear a cidade 13 vezes, tocar trombetas e gritar – não faz nenhum sentido em termos de tática militar. Mas Josué e o povo obedeceram, e Deus foi fiel. Entregou a cidade nas mãos deles (Josué 6:20).
Pecados, mesmo escondidos, trazem o castigo. Durante a conquista de Jericó, Acã tomou algumas coisas proibidas e as escondeu debaixo da sua tenda. O pecado dele levou à derrota do povo na batalha contra a pequena cidade de Ai (Josué 7). Devemos ter cuidado. Os nossos pecados, até os ocultos, podem trazer conseqüências para nós e podem prejudicar outros na família ou na igreja.
Enquanto consideramos lições importantes sobre a obediência, não devemos esquecer-nos de um dos fatos fundamentais da Bíblia. Deus merece a adoração porque ele nos criou. “Louvem o nome do Senhor, pois mandou ele, e foram criados” (Salmo 148:5).

Conclusão

Entre as mensagens do Antigo Testamento, destacamos estas: Deus existe.  Ele criou o homem e o colocou numa posição especial. ƒ O pecado nos afasta do Criador. Precisamos de uma solução para os pecados. O Antigo Testamento não resolve este problema principal do homem. As pessoas que viviam debaixo da lei ainda aguardavam o Salvador.
Por Dennis Allan

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